{"id":10602,"date":"2019-02-11T15:35:00","date_gmt":"2019-02-11T15:35:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.iep.pt\/o-futuro-da-energia-eolica-em-portugal\/"},"modified":"2021-08-20T16:48:06","modified_gmt":"2021-08-20T16:48:06","slug":"o-futuro-da-energia-eolica-em-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.iep.pt\/en\/o-futuro-da-energia-eolica-em-portugal\/","title":{"rendered":"O Futuro da Energia E\u00f3lica em Portugal"},"content":{"rendered":"<p>Por todo o mundo, o potencial da energia e\u00f3lica \u00e9 utilizado como recurso verde de produ\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica. Com os incentivos dados em anos passados, foi poss\u00edvel um forte investimento neste setor, tornando-o o segundo mais rent\u00e1vel no que diz respeito \u00e0 produ\u00e7\u00e3o el\u00e9trica com fontes de energia renov\u00e1vel, ficando apenas atr\u00e1s das centrais h\u00eddricas. No final de 2017, o total de pot\u00eancia instalada era de 539GW. No p\u00f3dio dos pa\u00edses que mais contribuem para o forte crescimento e\u00f3lico est\u00e3o a China, os Estados Unidos da Am\u00e9rica e a Alemanha, respetivamente. A n\u00edvel europeu, Portugal \u00e9 um dos principais pa\u00edses estimuladores do setor e\u00f3lico.<\/p>\n<p>Portugal tem metas bastante ambiciosas no que diz respeito \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica, com recurso a energias renov\u00e1veis. O Parlamento Europeu e o Conselho da UE estabeleceram que cerca de 35% da energia produzida em Portugal em 2030 dever\u00e1 ter como recurso fontes renov\u00e1veis. Desta forma, \u00e9 fundamental garantir o funcionamento do\u00a0<em>mix<\/em>\u00a0energ\u00e9tico nacional, no que respeita \u00e0 energia e\u00f3lica e fotovoltaica.<\/p>\n<p>Assim, esta \u00e9 uma altura cr\u00edtica para a energia e\u00f3lica no nosso pa\u00eds e muito h\u00e1 para dizer acerca do seu futuro no panorama nacional, sen\u00e3o vejamos: uma verdade incontest\u00e1vel \u00e9 que o setor e\u00f3lico nacional est\u00e1 cada vez mais envelhecido e essa tend\u00eancia est\u00e1 para se manter. Sendo esta a tend\u00eancia a prosperar, uma forma de manter o setor em funcionamento \u00e9 estender o per\u00edodo de vida \u00fatil dos aerogeradores, em que os mais antigos t\u00eam como limite 20 anos, dados pelo\u00a0<em>type certificate<\/em>\u00a0do fabricante. Este facto n\u00e3o impossibilita a continuidade de explora\u00e7\u00e3o do aerogerador, no entanto outros fatores poder\u00e3o implicar a sua opera\u00e7\u00e3o posterior a 20 anos. N\u00e3o havendo legisla\u00e7\u00e3o que assegure a extens\u00e3o da vida \u00fatil dos aerogeradores, ent\u00e3o dificilmente haver\u00e1 continuidade na manuten\u00e7\u00e3o dos parques. Tudo isto tem por base a seguran\u00e7a de todos os intervenientes no parque e\u00f3lico.<\/p>\n<p>Atualmente, em Portugal existem cerca de 250 empreendimentos e\u00f3licos, correspondendo a uma pot\u00eancia instalada de cerca de 5,3 GW. Do total de parques e\u00f3licos, 19% est\u00e3o com idade a variar entre os 15 e 20 anos, totalizando uma pot\u00eancia instalada de 339,52 MW. Caso se verifique o n\u00e3o investimento, o setor e\u00f3lico ir\u00e1 diminuir drasticamente ao longo dos anos, como est\u00e1 representado no gr\u00e1fico acima.<\/p>\n<p>Partindo do pressuposto que a extens\u00e3o da vida \u00fatil dos aerogeradores n\u00e3o ser\u00e1 permanente e que todas as m\u00e1quinas t\u00eam um fim, \u00e9 necess\u00e1rio perspetivar o futuro das instala\u00e7\u00f5es e\u00f3licas em Portugal. Fazendo uma an\u00e1lise previs\u00edvel a curto prazo tendo como base o ano de 2018 em apenas 5 anos o que corresponde ao ano de 2023, cerca de 72% parques e\u00f3licos estar\u00e3o com 15 ou mais anos. Fazendo a mesma an\u00e1lise, mas num per\u00edodo a m\u00e9dio prazo, o cen\u00e1rio \u00e9 mais dram\u00e1tico, uma vez que em 2028 cerca de 95% dos parques e\u00f3licos t\u00eam 15 ou mais anos, correspondendo a 92% da pot\u00eancia instalada (cerca de 4901 MW).<\/p>\n<p>Sem qualquer d\u00favida que a energia renov\u00e1vel \u00e9 a tend\u00eancia mais favor\u00e1vel \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica, como alternativa aos combust\u00edveis f\u00f3sseis, e tendo Portugal um elevado \u00edndice de eolicidade \u00e9 estrat\u00e9gico apostar em turbinas e\u00f3licas para\u00a0a\u00a0gera\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica. Neste sentido, e dado que \u00e9 impens\u00e1vel o desmantelamento da frota e\u00f3lica existente, apontam-se duas solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis para a continuidade de opera\u00e7\u00e3o das mesmas, a extens\u00e3o da vida \u00fatil dos aerogeradores, ainda que por um per\u00edodo de tempo limitado, desde que haja enquadramento legal, ou o\u00a0<em>repowering<\/em>\u00a0das turbinas e\u00f3licas, substituindo as turbinas antigas por tecnologia mais recente, mais eficiente e com a vantagem de j\u00e1 ter as infraestruturas de acesso e liga\u00e7\u00e3o \u00e0 rede dispon\u00edveis.<\/p>\n<p>Fazendo uma an\u00e1lise simplificada das vantagens e desvantagens do prolongamento de opera\u00e7\u00e3o e do\u00a0<em>repowering<\/em>\u00a0obt\u00e9m-se as seguintes an\u00e1lises SWOT.<\/p>\n<p><strong>Extens\u00e3o de vida \u00fatil vs\u00a0<em><strong>Repowering<\/strong><\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><u>Extens\u00e3o da vida \u00fatil<\/u><\/strong><\/p>\n<p>PONTOS FORTES:<\/p>\n<ul>\n<li>Mais conhecimento\/experi\u00eancia do setor;<\/li>\n<li>\u00a0Informa\u00e7\u00e3o dos anos de opera\u00e7\u00e3o das turbinas.<\/li>\n<\/ul>\n<p>PONTOS FRACOS:<\/p>\n<ul>\n<li>Menor efici\u00eancia das turbinas;<\/li>\n<li>Aumento dos custos de O&amp;M;<\/li>\n<li>Falta de legisla\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<\/ul>\n<p>OPORTUNIDADES:<\/p>\n<ul>\n<li>N\u00e3o requer novo procedimento de licenciamento;<\/li>\n<li>Continuidade das feed in tariff (quando aplic\u00e1vel).<\/li>\n<\/ul>\n<p>AMEA\u00c7AS:<\/p>\n<ul>\n<li>Risco de falha da turbina;<\/li>\n<li>Seguran\u00e7a das equipas de interven\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong><em>VS<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em><u>Repowering<\/u><\/em><\/strong><\/p>\n<p>PONTOS FORTES:<\/p>\n<ul>\n<li>Informa\u00e7\u00e3o dispon\u00edvel das centrais existentes;<\/li>\n<li>Tecnologia mais barata;<\/li>\n<li>Tecnologia mais eficiente;<\/li>\n<\/ul>\n<p>PONTOS FRACOS:<\/p>\n<ul>\n<li>Falta de legisla\u00e7ao adequada.<\/li>\n<\/ul>\n<p>OPORTUNIDADE:<\/p>\n<ul>\n<li>Diminui\u00e7\u00e3o do impacte ambiental (menos turbinas);<\/li>\n<li>Otimiza\u00e7\u00e3o dos locais de implementa\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<\/ul>\n<p>AMEA\u00c7AS:<\/p>\n<ul>\n<li>Regula\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o do mercado;<\/li>\n<\/ul>\n<p>Ap\u00f3s uma an\u00e1lise cr\u00edtica \u00e9 poss\u00edvel concluir que \u00e9 necess\u00e1ria uma interven\u00e7\u00e3o positiva no setor e\u00f3lico, caso contr\u00e1rio caminha-se para o limbo e consequentemente para a regress\u00e3o do potencial at\u00e9 agora instalado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por todo o mundo, o potencial da energia e\u00f3lica \u00e9 utilizado como recurso verde de produ\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica. 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