{"id":13069,"date":"2021-08-23T09:12:25","date_gmt":"2021-08-23T09:12:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.iep.pt\/telecomunicacoes-e-seguranca\/"},"modified":"2021-08-23T09:12:25","modified_gmt":"2021-08-23T09:12:25","slug":"telecomunicacoes-e-seguranca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.iep.pt\/en\/telecomunicacoes-e-seguranca\/","title":{"rendered":"Telecomunica\u00e7\u00f5es e Seguran\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p>Em artigo publicado na revista \u201cO Electricista\u201d, Jorge Ribeiro , Respons\u00e1vel pela \u00e1rea de Telecomunica\u00e7\u00f5es da Dire\u00e7\u00e3o de Inspe\u00e7\u00e3o e Auditoria do IEP, fala-nos sobre os desafios da Seguran\u00e7a nas Telecomunica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Decorreram quase 17 anos sobre a publica\u00e7\u00e3o do primeiro Manual ITED (julho de 2004) o qual revolucionou a forma como se projetam e instalam infraestruturas de telecomunica\u00e7\u00f5es em edif\u00edcios em Portugal.<\/p>\n<p>Fruto da nossa experi\u00eancia, neste artigo proponho-me desenvolver uma breve reflex\u00e3o sobre os principais erros\/equ\u00edvocos que s\u00e3o cometidos por quem projeta e instala infraestruturas de telecomunica\u00e7\u00f5es em edif\u00edcios, erros esses que s\u00e3o transversais \u00e0 vig\u00eancia dos 3 Manuais ITED anteriores.<br \/>\nUm dos erros verdadeiramente estruturais reside nos projetistas que insistem em pensar os seus projetos, como mais um, semelhante ao anterior e parecido com o seguinte, garantindo apenas que sejam cumpridos os requisitos m\u00ednimos legais.<br \/>\nO projeto de telecomunica\u00e7\u00f5es de um edif\u00edcio deve ser \u00fanico e exclusivo.<br \/>\nOs projetistas deveriam ver a legisla\u00e7\u00e3o como uma linha vermelha abaixo do qual n\u00e3o podem ser tomadas decis\u00f5es, mas que acima deste limiar existem infinitas possibilidades que podem ser equacionadas.<br \/>\nTodas as particularidades da arquitetura, a utiliza\u00e7\u00e3o que vai ser dada aos edif\u00edcios, as particularidades da sua envolvente e as necessidades<br \/>\ndos utilizadores finais, s\u00e3o alguns dos elementos de entrada que dever\u00e3o ser recolhidos e ponderados pelos projetistas. Desta pondera\u00e7\u00e3o resultar\u00e1 seguramente um projeto \u00fanico e exclusivo.<br \/>\nO sub-dimensionamento das infraestruturas cabladas, limita\u00e7\u00f5es na escolha de equipamentos ativos e op\u00e7\u00f5es de instala\u00e7\u00e3o por parte dos operadores de telecomunica\u00e7\u00f5es, para al\u00e9m de falhas na cobertura e dificuldades nas liga\u00e7\u00f5es \u00e0 rede p\u00fablica de telecomunica\u00e7\u00f5es, bem como uma rece\u00e7\u00e3o deficiente dos sinais de TDT, s\u00e3o algumas das consequ\u00eancias de uma pondera\u00e7\u00e3o inadequada.<br \/>\nOs instaladores cometem tamb\u00e9m alguns erros, sendo o mais relevante e que \u00e9, normalmente, o de mais dif\u00edcil resolu\u00e7\u00e3o, o que se relaciona com o dimensionamento da rede de tubagem. Aqui a regra \u00e9 cumprir o previsto em projeto e em caso de d\u00favida solicitar o apoio do projetista.<br \/>\nObviamente que a \u201cd\u00favida \u00e9 o princ\u00edpio da sabedoria\u201d e, por esta via, a forma\u00e7\u00e3o \u00e9 essencial. Sem uma base de conhecimento \u00e9 imposs\u00edvel identificar erros de projeto que n\u00e3o devem ser seguidos ou entender o uso a dar, neste caso, \u00e0 rede de tubagem.<br \/>\nA rede de cabos, seja ela de cobre, coaxial ou em fibra \u00f3tica \u00e9 tamb\u00e9m, habitualmente, fonte de anomalias, maioritariamente detetadas no momento da realiza\u00e7\u00e3o de ensaios de funcionalidade.<br \/>\nNa rede de cabos, o uso da ferramenta adequada, a correta escolha dos materiais e a sua correta instala\u00e7\u00e3o s\u00e3o essenciais para que a infraestrutura fique apta a receber e distribuir os servi\u00e7os de telecomunica\u00e7\u00f5es com qualidade. Mais uma vez uma boa forma\u00e7\u00e3o \u00e9 essencial.<br \/>\nDeixamos-lhes um exemplo, por tecnologia, dos tipos de erros mais comuns identificados pelo IEP durante a realiza\u00e7\u00e3o de ensaios ITED a instala\u00e7\u00f5es distribu\u00eddas por todo o territ\u00f3rio, ensaios esses que s\u00e3o essenciais \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o de relat\u00f3rios de ensaios de funcionalidade (REF) obrigat\u00f3rios em todas as infraestruturas ITED.<\/p>\n<p>REDE EM PARES DE COBRE<br \/>\nAqui o principal erro est\u00e1 na escolha dos materiais que muitas vezes n\u00e3o cumprem os requisitos m\u00ednimos previstos nos manuais ITED. Exemplo disso \u00e9 a aplica\u00e7\u00e3o de cabos tran\u00e7ados de categoria 6 (Classe E de liga\u00e7\u00e3o) que n\u00e3o s\u00e3o de cobre maci\u00e7o, mas sim em a\u00e7o cobreado. Estes cabos n\u00e3o cumprem os requisitos m\u00ednimos previstos na legisla\u00e7\u00e3o pelo que n\u00e3o podem ser instalados. Os cabos em pares de cobre, mesmo que em cobre maci\u00e7o, n\u00e3o s\u00e3o todos iguais, uns t\u00eam maior margem para acomodar erros de execu\u00e7\u00e3o que outros, pelo que \u00e9 muito importante ser criterioso na sua escolha.<br \/>\nAo n\u00edvel da execu\u00e7\u00e3o, tor\u00e7\u00f5es, vincos resultantes de instala\u00e7\u00e3o de cabos (por exemplo em caixas terminais apertadas), fixa\u00e7\u00e3o de cabos ou conjunto de cabos por interm\u00e9dio de abra\u00e7adeiras apertadas, s\u00e3o fonte de problemas e de falhas.<\/p>\n<p>REDE EM CABO COAXIAL<br \/>\nNas redes coaxiais \u00e9 tamb\u00e9m frequente existirem erros na escolha dos materiais. O mais comum acontece na escolha das tomadas coaxiais, que n\u00e3o cumprem muitas vezes os requisitos m\u00ednimos previstos em projeto e tamb\u00e9m muitas vezes n\u00e3o cumprem a legisla\u00e7\u00e3o.<br \/>\nA instala\u00e7\u00e3o de tomadas coaxiais que n\u00e3o suportam frequ\u00eancias superiores a 1000 MHz \u00e9 um exemplo de erro muito comum.<br \/>\nAo n\u00edvel da execu\u00e7\u00e3o, destaca-se a incorreta instala\u00e7\u00e3o de conetores angulares e a m\u00e1 prepara\u00e7\u00e3o das termina\u00e7\u00f5es dos cabos por uso de ferramentas inadequadas.<\/p>\n<p>REDE EM FIBRA \u00d3TICA<br \/>\nAs cablagens em fibra \u00f3tica, por serem normalmente instaladas com cabos pr\u00e9-conetorizados n\u00e3o t\u00eam muita diversidade de erros embora estes sejam comuns. Fibras partidas que refletem falta de cuidado no manuseamento, e atenua\u00e7\u00f5es elevadas nos comprimentos de onda maiores denotando a exist\u00eancia de macro-curvaturas, s\u00e3o os principais problemas identificados.<br \/>\nTodos os problemas de instala\u00e7\u00e3o que descrevo neste artigo podem e devem ser identificados durante a realiza\u00e7\u00e3o dos ensaios obrigat\u00f3rios.<br \/>\nO IEP tem \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o de todos os instaladores a presta\u00e7\u00e3o de um servi\u00e7o de realiza\u00e7\u00e3o de ensaios completo que permite identificar e resolver as anomalias identificadas podendo ser tamb\u00e9m esta colabora\u00e7\u00e3o uma oportunidade de aprendizagem e troca de experi\u00eancias.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em artigo publicado na revista \u201cO Electricista\u201d, Jorge Ribeiro , Respons\u00e1vel pela \u00e1rea de Telecomunica\u00e7\u00f5es da Dire\u00e7\u00e3o de Inspe\u00e7\u00e3o e Auditoria do IEP, fala-nos sobre os desafios da Seguran\u00e7a nas &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"ast-button\" href=\"https:\/\/www.iep.pt\/en\/telecomunicacoes-e-seguranca\/\"> <span class=\"screen-reader-text\">Telecomunica\u00e7\u00f5es e Seguran\u00e7a<\/span> Descubra mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":12475,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"spay_email":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_is_tweetstorm":false,"jetpack_publicize_feature_enabled":true},"categories":[],"tags":[],"acf":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.iep.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Copia-de-REFLEXOES-IEP-1.png","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.iep.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13069"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.iep.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.iep.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.iep.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.iep.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13069"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.iep.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13069\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.iep.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/12475"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.iep.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13069"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.iep.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13069"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.iep.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13069"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}