{"id":13089,"date":"2021-08-23T09:19:16","date_gmt":"2021-08-23T09:19:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.iep.pt\/a-importancia-dos-edificios-nzeb-na-transformacao-do-edificado-existente-e-nos-novos-edificios\/"},"modified":"2021-08-23T09:19:16","modified_gmt":"2021-08-23T09:19:16","slug":"a-importancia-dos-edificios-nzeb-na-transformacao-do-edificado-existente-e-nos-novos-edificios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.iep.pt\/en\/a-importancia-dos-edificios-nzeb-na-transformacao-do-edificado-existente-e-nos-novos-edificios\/","title":{"rendered":"A import\u00e2ncia dos edif\u00edcios nZEB na transforma\u00e7\u00e3o do edificado existente e nos novos edif\u00edcios"},"content":{"rendered":"<p>Neste artigo publicado na revista \u201cO Instalador\u201d e redigido por Jos\u00e9 Silva, T\u00e9cnico de certifica\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica do IEP, \u00e9 abordada a import\u00e2ncia dos edif\u00edcios nZEB na transforma\u00e7\u00e3o do edificado existente e nos novos edif\u00edcios.<\/p>\n<p><strong><u>O Contexto <\/u><\/strong><\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos verificou-se no setor da constru\u00e7\u00e3o civil um grande aumento de constru\u00e7\u00e3o de novos edif\u00edcios, o que implica um aumento significativo no consumo energ\u00e9tico, provocando assim o aumento de emiss\u00e3o de gases com efeito de estufa.<\/p>\n<p>De acordo com a posi\u00e7\u00e3o do Parlamento Europeu de 23 de abril de 2009 cerca de 40% do consumo de energia total da Uni\u00e3o Europeia \u00e9 da responsabilidade do parque edificado.<\/p>\n<p>A constru\u00e7\u00e3o ou a reabilita\u00e7\u00e3o de um edif\u00edcio na tem\u00e1tica do nZEB (<em>nearly-zero energy building<\/em>), de acordo com a nova Diretiva 2010\/31\/U da Uni\u00e3o Europeia, sobre o Desempenho Energ\u00e9tico dos Edif\u00edcios, obriga os estados-membros a realizarem solu\u00e7\u00f5es mais eficientes, no que respeita \u00e0 sustentabilidade energ\u00e9ticas dos edif\u00edcios, convertendo-os em nZEB. (SOUTH ZEB)<\/p>\n<p>O artigo 16.\u00ba do Decreto-Lei n.\u00ba 118\/2013 de 2013 de 20 de agosto imp\u00f5e que os novos edif\u00edcios tenham necessidades quase nulas ao n\u00edvel da energia, sendo que a satisfa\u00e7\u00e3o das necessidades da energia provenham de fontes renov\u00e1veis produzidas no local ou nas proximidades.<\/p>\n<p>Nesse sentido, Portugal assumiu o compromisso de atingir a neutralidade carb\u00f3nica at\u00e9 2050 mediante a aprova\u00e7\u00e3o do Roteiro para a Neutralidade Carb\u00f3nica 2050 (RNC 2050), atrav\u00e9s da Resolu\u00e7\u00e3o do Conselho de Ministros n.\u00ba 107\/2019, de 1 de julho, que estabelece uma trajet\u00f3ria de redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es de GEE entre 45 % e 55 % at\u00e9 2030, entre 65 % e 75 % at\u00e9 2040 e entre 85 % e 90 % at\u00e9 2050, face aos valores registados em 2005.<\/p>\n<p>Para o cumprimento dos objetivos da descarboniza\u00e7\u00e3o e da transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, social e econ\u00f3mica, procedeu -se \u00e0 elabora\u00e7\u00e3o e aprova\u00e7\u00e3o, em articula\u00e7\u00e3o com o RNC 2050, do Plano Nacional Energia e Clima 2030 (PNEC 2030), atrav\u00e9s da Resolu\u00e7\u00e3o do Conselho de Ministros n.\u00ba 53\/2020, de 10 de julho, que estabelece as metas e objetivos, e concretiza as pol\u00edticas e medidas para o horizonte de 2030, em concreto, para a redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es de GEE, o fomento da efici\u00eancia energ\u00e9tica mediante a redu\u00e7\u00e3o do consumo de energia prim\u00e1ria em 32,5 %, o refor\u00e7o das energias renov\u00e1veis mediante a incorpora\u00e7\u00e3o de 47 % no consumo final bruto de energia, a garantia da seguran\u00e7a do abastecimento, o desenvolvimento do mercado interno de energia e das iniciativas de investiga\u00e7\u00e3o e inova\u00e7\u00e3o. Para os edif\u00edcios, o PNEC 2030 estabelece linhas de atua\u00e7\u00e3o espec\u00edficas com vista \u00e0 redu\u00e7\u00e3o da respetiva intensidade carb\u00f3nica e <u>\u00e0 promo\u00e7\u00e3o da renova\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica do parque imobili\u00e1rio, com particular aten\u00e7\u00e3o para o objetivo da implementa\u00e7\u00e3o do conceito de Nearly Zero Energy Buildings (NZEB) na constru\u00e7\u00e3o dos edif\u00edcios novos e na transforma\u00e7\u00e3o dos edif\u00edcios existentes.<\/u><\/p>\n<p>Foi criada a estrat\u00e9gia de longo prazo de renova\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica (ELPRE), cujo grupo de trabalho chegou \u00e0 seguinte conclus\u00e3o e, relativamente ao edificado at\u00e9 2016, o desconforto t\u00e9rmico no interior dos edif\u00edcios em 95% das horas de ano, nesse sentido a transforma\u00e7\u00e3o do parque edificado existente em edif\u00edcios NZEB, n\u00e3o s\u00f3 reduz a fatura energ\u00e9tica como tamb\u00e9m reduz a depend\u00eancia nacional de energia importada e, ao mesmo tempo, contribui para uma efetiva descarboniza\u00e7\u00e3o, colocando o pa\u00eds no caminha certo rumo \u00e1 neutralidade carb\u00f3nica.<\/p>\n<p>Para que este objetivo seja efetivamente alcan\u00e7ado ser\u00e1 indispens\u00e1vel intervir em muitos outros aspetos: nomeadamente na melhoria da qualidade do ar interior, na redu\u00e7\u00e3o dos consumos energ\u00e9ticos do parque edificado, na diminui\u00e7\u00e3o da pobreza energ\u00e9tica das fam\u00edlias atrav\u00e9s de est\u00edmulos financeiros ou de cr\u00e9dito, na redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es de CO<sub>2<\/sub>, na redu\u00e7\u00e3o das importa\u00e7\u00f5es de energia e da depend\u00eancia energ\u00e9tica do exterior, mitigar a depend\u00eancia da rede distribui\u00e7\u00e3o e transporte, promovendo-se a utiliza\u00e7\u00e3o de energia proveniente de fontes renov\u00e1veis de proximidade (UPAC).<\/p>\n<p><strong><u>O que s\u00e3o edif\u00edcios NZEB?<\/u><\/strong><\/p>\n<p>Um edif\u00edcio com alta efici\u00eancia energ\u00e9tica que produz no local, ou adquire, energia limpa em quantidade suficiente para compensar as emiss\u00f5es anuais de carbono associadas com as opera\u00e7\u00f5es de constru\u00e7\u00e3o, bem como toda a energia consumida na utiliza\u00e7\u00e3o do respetivo edif\u00edcio. De uma maneira simples, s\u00e3o edif\u00edcios que, por serem t\u00e3o otimizados, quer do ponto de vista de projeto como da constru\u00e7\u00e3o, quase n\u00e3o precisar\u00e3o de energia prim\u00e1ria para serem utilizados e, a pouca energia de que precisam, deve advir de fontes renov\u00e1veis.<\/p>\n<p><strong><u>Como e que medidas implementar?<\/u><\/strong><\/p>\n<p>Para que Portugal consiga reduzir o consumo de energia prim\u00e1rio no campo do edificado, sem fazermos uma distin\u00e7\u00e3o entre os Edif\u00edcios de Servi\u00e7os e de Habita\u00e7\u00e3o, iremos abordar de forma gen\u00e9rica os aspetos mais importantes a melhorar e de que forma poderemos intervir.<\/p>\n<p>Se tentarmos subdividir um edif\u00edcio\/envolvente iremos obter os seguintes campos de interven\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<ul>\n<li>Envolvente Opaca \u2013 Vertical e Horizontal<\/li>\n<li>Envolvente N\u00e3o Opaca (V\u00e3os Janelas) \u2013 Vertical e Horizontal<\/li>\n<li>Ventila\u00e7\u00e3o<\/li>\n<li>Sistemas de Produ\u00e7\u00e3o de \u00c1guas Quentes Sanit\u00e1rias<\/li>\n<li>Sistemas de Climatiza\u00e7\u00e3o<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong><u>Implementa\u00e7\u00e3o de medidas<\/u><\/strong><\/p>\n<p>Como referido anteriormente, existem v\u00e1rias \u00e1reas onde poderemos intervir para reduzir o consumo de energia dos edif\u00edcios, todas as sugest\u00f5es a seguir enumeradas s\u00e3o aplic\u00e1veis tanto \u00e0 reabilita\u00e7\u00e3o do campo edificado como aos novos edif\u00edcios. Obviamente que, quando propomos medidas de melhoria em edif\u00edcios existentes, teremos de ter em linha de conta todas as condicionantes associadas a cada caso.<\/p>\n<p>Passamos a apresentar algumas solu\u00e7\u00f5es padr\u00e3o que poder\u00e3o ser usadas para introduzir no melhoramento da envolvente dos edif\u00edcios:<\/p>\n<ul>\n<li><u>Envolvente Opaca \u2013 Vertical e Horizontal<\/u>: Neste caso quando falamos de envolvente opaca vertical estamos a referir-nos \u00e1s paredes exteriores e todos as outras que se encontram em contacto com locais n\u00e3o aquecidos (sem perman\u00eancia de pessoas e por isso sem requisitos de conforto t\u00e9rmico, lavandarias garagens, etc). Nestes casos poderemos optar pela coloca\u00e7\u00e3o de isolamentos pelo exterior da fachada com aplica\u00e7\u00e3o do Sistema Capoto ETIC\u00b4s) nunca com uma espessura inferior a 6\u00a0cm, podendo isto variar consoante a zona clim\u00e1tica. Em alternativa, caso n\u00e3o seja poss\u00edvel colocar pelo exterior poderemos optar pela coloca\u00e7\u00e3o de isolamentos com recurso a l\u00e3 de rocha pelo interior da parede com acabamento a Pladur.<\/li>\n<li>No caso das envolventes opacas horizontais, referimo-nos a Coberturas e Pavimentos, em que a solu\u00e7\u00e3o ter\u00e1 exatamente a mesma linha de orienta\u00e7\u00e3o, em edif\u00edcios novos 90% das vezes \u00e9 adotado o isolamento pelo exterior com recurso a XPS de espessuras nunca inferiores a 8\u00a0cm, variando consoante a zona clim\u00e1tica onde se insere o edif\u00edcio. Em caso de edif\u00edcios a reabilitar ou mesmo novos em que se quer optar por outro tipo de solu\u00e7\u00e3o o recurso ao isolamento colocado na parte inferior da Laje de teto com L\u00e3 de Rocha de espessura sempre nunca inferiores a 8\u00a0cm e acabamento a pladur, tamb\u00e9m se verifica como sendo uma das solu\u00e7\u00f5es usadas com bastante frequ\u00eancia.<\/li>\n<li><u>Envolvente N\u00e3o Opaca (V\u00e3os Janelas) \u2013 Vertical e Horizontal<\/u>: os v\u00e3os envidra\u00e7ados s\u00e3o uns dos pontos muito importantes em qualquer edif\u00edcio, desde a sua proje\u00e7\u00e3o\/orienta\u00e7\u00e3o definida pelo projetista aquando da execu\u00e7\u00e3o do projeto de arquitetura, bem como da solu\u00e7\u00e3o de prote\u00e7\u00e3o solar a aplicar.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Numa fase em que as arquiteturas modernas cada vez mais se direcionam para a proje\u00e7\u00e3o de v\u00e3os com grandes \u00e1reas, \u00e9 muito importante que a prote\u00e7\u00e3o solar, exceto no caso dos v\u00e3os orientados a Norte, a coloca\u00e7\u00e3o de prote\u00e7\u00f5es solares pelo exterior do v\u00e3o.<\/p>\n<p>Outra solu\u00e7\u00e3o a usar ser\u00e1 vidros de baixa emissividade, no entanto nestes casos, temos um problema, enquanto a prote\u00e7\u00e3o solar exterior \u00e9 m\u00f3vel, na esta\u00e7\u00e3o de Inverno podemos mant\u00ea-las inativas, no caso dos vidros de baixa emissividade este n\u00e3o vai permitir o sobreaquecimento no ver\u00e3o, mas no inverno em que necessitamos de ganhos solares para diminuirmos desta forma as necessidades de aquecimento, o vidro ir\u00e1 diminuir esses ganhos.<\/p>\n<p><u style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">Ventila\u00e7\u00e3o: <\/u><span style=\"font-size: 16px;\">no caso da ventila\u00e7\u00e3o, para garantirmos uma boa e eficiente renova\u00e7\u00e3o do ar poderemos optar por duas solu\u00e7\u00f5es, mec\u00e2nica ou natural.<\/span><\/p>\n<p>No caso da ventila\u00e7\u00e3o natural como a mesma recorre a grelhas de admiss\u00e3o de ar em que o ar admitido n\u00e3o \u00e9 tratado, iremos estar a imputar grandes perdas t\u00e9rmicas, o que levar\u00e1 a um maior consumo de energia.<\/p>\n<p>Se optarmos pela ventila\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica, o que ir\u00e1 acontecer \u00e9 que conseguiremos regular de forma mais eficiente, os caudais de renova\u00e7\u00e3o de ar e o ar admitido poder\u00e1 ser tratado, permitindo desta forma ajustarmos a temperatura do ar que estamos a insuflar no edif\u00edcio.<\/p>\n<ul>\n<li><u>Sistemas de Produ\u00e7\u00e3o de \u00c1guas Quentes Sanit\u00e1rias:<\/u> para o aquecimento de \u00e1guas quentes sanit\u00e1rias temos v\u00e1rias solu\u00e7\u00f5es, desde a coloca\u00e7\u00e3o de pain\u00e9is solares t\u00e9rmicos, coloca\u00e7\u00e3o de uma bomba de calor, a possibilidade de colocar pain\u00e9is fotovoltaicos.<\/li>\n<\/ul>\n<p>No entanto o sistema mais comum at\u00e9 cerca de 2 anos atr\u00e1s era os pain\u00e9is solares t\u00e9rmicos, pela imposi\u00e7\u00e3o do regulamento, at\u00e9 que surgiu a possibilidade de substituirmos a energia renov\u00e1vel produzida pelos pain\u00e9is para AQS por um outro equipamento desde que o mesmo tivesse uma produ\u00e7\u00e3o de energia renov\u00e1vel igual ou superior \u00e0 dos pain\u00e9is solares. Desta forma aconteceu uma transforma\u00e7\u00e3o do mercado com o aparecimento das Bombas de Calor, em que tendo por base o seu funcionamento e rendimento elevado, a mesma consegue suprimir a energia renov\u00e1vel dos pain\u00e9is solares.<\/p>\n<p>Efetivamente isto \u00e9 verdade em teoria, no entanto quando falamos de pain\u00e9is solares estamos a falar de energia renov\u00e1vel quase a 100%, porqu\u00ea? Na verdade um sistema de pain\u00e9is solares quando comparado com uma bomba de calor num per\u00edodo em que a produ\u00e7\u00e3o do mesmo \u00e9 rent\u00e1vel, diria de Mar\u00e7o a Outubro, o que acontece \u00e9 que os dois sistemas produzem a mesma energia renov\u00e1vel mas com uma grande diferen\u00e7a, a bomba de calor precisa de um consumo de energia muito superior relativamente ao painel solar, pois o painel solar apenas ter\u00e1 associado o consumo de energia prim\u00e1ria da bomba recirculadora do sistema, mas a bomba de calor precisa de consumir energia para fazer o aquecimento da \u00e1gua. Desta forma comparando-se as duas solu\u00e7\u00f5es, os pain\u00e9is solares promovem uma redu\u00e7\u00e3o muito superior de energia prim\u00e1ria em compara\u00e7\u00e3o \u00e1 bomba de calor.<\/p>\n<p>Em alternativa, como temos vindo a observar o mercado tem optado, para suprimir esta desvantagem, em colocar pain\u00e9is fotovoltaicos em conjunto com a bomba de calor, em que aqui com esta altera\u00e7\u00e3o passaremos a ter um sistema integrado em que o consumo de energia prim\u00e1ria para AQS ir\u00e1 estar ao nivel do sistema dos pain\u00e9is solares.<\/p>\n<ul>\n<li><u>Sistemas de Climatiza\u00e7\u00e3o<\/u>: em rela\u00e7\u00e3o \u00e1s solu\u00e7\u00f5es para climatiza\u00e7\u00e3o dos edif\u00edcios, existe uma enorme variedade de solu\u00e7\u00f5es, sendo que, com o objetivo de reduzir o consumo de energia, deveremos optar sempre que poss\u00edvel por equipamentos que recorrem a energias renov\u00e1veis para o seu funcionamento.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Consoante a zona clim\u00e1tica onde se insere o edif\u00edcio, ap\u00f3s an\u00e1lise das suas necessidades de aquecimento e arrefecimento poderemos definir dois tipos de edif\u00edcios, com necessidade de aquecimento e arrefecimento, edif\u00edcios com necessidades apenas de aquecimento ou arrefecimento.<\/p>\n<p>No caso dos edif\u00edcios que apresentam necessidade de aquecimento e arrefecimento o sistema mais eficiente ser\u00e1 a coloca\u00e7\u00e3o de uma bomba de calor, devendo juntamente com este equipamento proceder-se a instala\u00e7\u00e3o de pain\u00e9is fotovoltaicos, reduzindo-se assim o peso do consumo de energia deste tipo de equipamento. Em alternativa poderemos sempre colocar dois sistemas, um para aquecimento, neste caso poder\u00e1 optar-se por uma caldeira a pellets ou um recuperador de calor com caldeira que permite o aquecimento atrav\u00e9s de radiadores. Estas duas solu\u00e7\u00f5es, ambas t\u00eam um consumo de energia n\u00e3o renov\u00e1vel quase nulo, uma vez que os <em>pellets<\/em> e a lenha s\u00e3o considerados energia renov\u00e1vel. Neste caso o equipamento a colocar apenas para arrefecimento passaria sempre pela coloca\u00e7\u00e3o de ar condicionado, ser\u00e1 o equipamento com um rendimento mais elevado apesar do consumo de energia associado.<\/p>\n<p>No entanto, as diretivas para os edif\u00edcios NZEB, as mesmas promovem a instala\u00e7\u00e3o de sistemas de produ\u00e7\u00e3o de energia que permitam aos edif\u00edcios, com a produ\u00e7\u00e3o destes sistemas fazer um auto consumo, deixando de estar dependente da rede de distribui\u00e7\u00e3o de energia p\u00fablica.<\/p>\n<p>Neste sentido, nos edif\u00edcios futuros independentemente dos sistemas preconizados para o edif\u00edcio, tanto ao n\u00edvel de climatiza\u00e7\u00e3o como no AQS, deveremos sempre incentivar a instala\u00e7\u00e3o de pain\u00e9is fotovoltaicos, com a produ\u00e7\u00e3o gerada por este sistema iremos para al\u00e9m de suprimir os consumos dos equipamentos de climatiza\u00e7\u00e3o e AQS, podendo ainda, eventualmente, suprimir os consumos de energia associados ao normal funcionamento do edif\u00edcio.<\/p>\n<p><strong><u>Conclus\u00e3o<\/u><\/strong><\/p>\n<p>Para que consigamos atingir os objetivos a que nos propusemos, para al\u00e9m de toda a interven\u00e7\u00e3o no campo edificado com a introdu\u00e7\u00e3o de melhorias ao n\u00edvel da envolvente bem como na coloca\u00e7\u00e3o de equipamentos de produ\u00e7\u00e3o energia para auto consumo, temos um percurso longo pela frente no que diz respeito aos novos edif\u00edcios.<\/p>\n<p>Efetivamente, no caso dos edif\u00edcios novos, o desafio come\u00e7ar\u00e1 nas m\u00e3os do projetista de arquitetura com a boa implanta\u00e7\u00e3o e defini\u00e7\u00e3o do edif\u00edcio de forma a promover, uma boa orienta\u00e7\u00e3o solar, a qual permitir\u00e1 uma otimiza\u00e7\u00e3o dos ganhos solares bem como a ilumina\u00e7\u00e3o natural do pr\u00f3prio edif\u00edcio, passando depois para os projetistas de engenharia que, com uma boa an\u00e1lise do edif\u00edcio ir\u00e3o perceber quais as necessidades do mesmo, delineando assim toda uma estrat\u00e9gia para que possam implementar as medidas e solu\u00e7\u00f5es mais eficientes para que possamos ent\u00e3o atingir o grande objetivo que \u00e9 um edif\u00edcio NZEB.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neste artigo publicado na revista \u201cO Instalador\u201d e redigido por Jos\u00e9 Silva, T\u00e9cnico de certifica\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica do IEP, \u00e9 abordada a import\u00e2ncia dos edif\u00edcios nZEB na transforma\u00e7\u00e3o do edificado existente &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"ast-button\" href=\"https:\/\/www.iep.pt\/en\/a-importancia-dos-edificios-nzeb-na-transformacao-do-edificado-existente-e-nos-novos-edificios\/\"> <span class=\"screen-reader-text\">A import\u00e2ncia dos edif\u00edcios nZEB na transforma\u00e7\u00e3o do edificado existente e nos novos edif\u00edcios<\/span> Descubra mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":11688,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"spay_email":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_is_tweetstorm":false,"jetpack_publicize_feature_enabled":true},"categories":[],"tags":[],"acf":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.iep.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Copia-de-Copia-de-Copia-de-Copia-de-Copia-de-Copia-de-Copia-de-UPAC.png","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.iep.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13089"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.iep.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.iep.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.iep.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.iep.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13089"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.iep.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13089\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.iep.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/11688"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.iep.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13089"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.iep.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13089"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.iep.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13089"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}