{"id":12993,"date":"2021-08-20T16:40:55","date_gmt":"2021-08-20T16:40:55","guid":{"rendered":"https:\/\/www.iep.pt\/solar-termico-em-portugal\/"},"modified":"2021-09-09T16:31:24","modified_gmt":"2021-09-09T16:31:24","slug":"solar-termico-em-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.iep.pt\/es\/solar-termico-em-portugal\/","title":{"rendered":"Solar T\u00e9rmico em Portugal"},"content":{"rendered":"\n<p>Dadas as condi\u00e7\u00f5es atmosf\u00e9ricas em Portugal, nomeadamente o n\u00famero de horas de radia\u00e7\u00e3o solar, comparativamente a outros pa\u00edses da Europa, verificamos que o nosso pa\u00eds, se encontra numa posi\u00e7\u00e3o privilegiada, quando ponderamos a produ\u00e7\u00e3o de energia t\u00e9rmica recorrendo \u00e0 tecnologia solar. Se analisarmos o Mapa de Radia\u00e7\u00e3o Solar na Europa (kWh\/m\u00b2 ), verifica-se que Portugal apresenta-se como um pa\u00eds com maior disponibilidade de recurso solar.<\/p>\n\n\n\n<p>Se tivermos em considera\u00e7\u00e3o os custos de energia prim\u00e1ria para a produ\u00e7\u00e3o desta energia t\u00e9rmica e, associado a isto, as condi\u00e7\u00f5es anuais de radia\u00e7\u00e3o solar privilegiada que existem em Portugal, conclu\u00edmos que o solar t\u00e9rmico \u00e9 uma alternativa vi\u00e1vel \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de energia renov\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>A evolu\u00e7\u00e3o da instala\u00e7\u00e3o de sistemas solares t\u00e9rmicos de baixa temperatura, tem tido ao longo dos anos uma evolu\u00e7\u00e3o crescente, demonstrando assim a viabilidade destes sistemas num pa\u00eds como Portugal. O crescimento ser\u00e1 mais acelerado, como demonstrado, por exemplo, nos ano 2009 e 2010, devido aos incentivos financeiros disponibilizados para a instala\u00e7\u00e3o de energias renov\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante o processo de Auditoria Energ\u00e9tica a instala\u00e7\u00f5es industriais, em diversas situa\u00e7\u00f5es, a produ\u00e7\u00e3o de energia t\u00e9rmica torna-se vi\u00e1vel com per\u00edodos de amortiza\u00e7\u00e3o aceit\u00e1veis. Para o aquecimento de \u00e1gua de processo, ao analisarmos uma unidade industrial, em que no processo produtivo h\u00e1 um banho do produto final num tanque com \u00e1gua quente a 60\u00baC, verifica-se que a instala\u00e7\u00e3o de um sistema solar t\u00e9rmico, d\u00e1 um contributo energ\u00e9tico razo\u00e1vel, para o pr\u00e9-aquecimento da \u00e1gua. Em determinadas alturas do ano consegue tamb\u00e9m manter a temperatura da \u00e1gua do tanque da \u00e1gua de processo.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta central solar t\u00e9rmica, conseguir\u00e1 colmatar 36% das necessidades de produ\u00e7\u00e3o de energia para o tanque de \u00e1gua quente, com um retorno de amortiza\u00e7\u00e3o aproximadamente em 8 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Por \u00faltimo, o contributo energ\u00e9tico destes sistemas, ajudam a atingir as metas estabelecidas nos Planos de Racionaliza\u00e7\u00e3o de Energia nas unidades industriais.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a produ\u00e7\u00e3o de \u00c1gua Quente Sanit\u00e1ria (AQS) e \u00e1gua quente para climatiza\u00e7\u00e3o, relativamente \u00e0s tipologias Lar de Idosos, Hot\u00e9is, Escolas, dado o perfil de consumos, verifica-se que os sistemas solares t\u00e9rmicos, apresentam um grande contributo energ\u00e9tico, melhorando assim a estrutura de custos mensais, apresentando grandes vantagens financeiras e excelentes per\u00edodos de retorno de investimento.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio ter em aten\u00e7\u00e3o que quando analisamos o perfil de consumo de por exemplo Escolas, e em sistemas solares t\u00e9rmicos \u00e9 necess\u00e1rio analisar o perfil de consumos com algum cuidado, verifica-se que nos meses de maior produ\u00e7\u00e3o (Julho e Agosto), estes edif\u00edcios n\u00e3o t\u00eam consumos de AQS (\u00c1gua Quente Sanit\u00e1ria).<\/p>\n\n\n\n<p>Deste modo, torna-se bastante pertinente, projetar sistemas capazes de dissipar a energia equivalente \u00e0 produzida nestes meses.<\/p>\n\n\n\n<h4><strong>Custo de manuten\u00e7\u00e3o comparativamente ao custo da instala\u00e7\u00e3o e da poupan\u00e7a gerada<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Para o bom funcionamento dos sistemas solares t\u00e9rmicos, torna-se preponderante a realiza\u00e7\u00e3o de manuten\u00e7\u00e3o destes sistemas.<\/p>\n\n\n\n<p>Temos de ter em conta que a manuten\u00e7\u00e3o n\u00e3o poder\u00e1 ser considerada um custo, mas dever\u00e1 ser vista como uma garantia de produ\u00e7\u00e3o das centrais.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o tendo em conta a manuten\u00e7\u00e3o corretiva uma vez que esta \u00e9 bastante imprevis\u00edvel de quantificar, no que toca a manuten\u00e7\u00e3o preventiva, esta poder\u00e1 apresentar um custo anual pr\u00f3ximo dos 6% face ao investimento realizado. Saliente-se que este valor, \u00e9 um valor m\u00e9dio uma vez que este varia de acordo com a dimens\u00e3o da central t\u00e9rmica.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante a fase de opera\u00e7\u00e3o, verifica-se em Auditorias Energ\u00e9ticas aquando da avalia\u00e7\u00e3o ao funcionamento dos sistemas produtores de energia t\u00e9rmica, que existem por vezes falhas na manuten\u00e7\u00e3o e opera\u00e7\u00e3o dos sistemas, nomeadamente da dissipa\u00e7\u00e3o nos meses de n\u00e3o consumo. Por exemplo, quando analisamos uma Escola, para os meses de Julho e Agosto, dever\u00e3o existir equipamentos capazes de dissipar a energia produzida (dissipadores de calor), ou capazes de redirecionar a produ\u00e7\u00e3o de energia t\u00e9rmica para ser dissipada em tanques de piscinas interiores, por exemplo.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso de n\u00e3o existir forma de dissipar a energia produzida, estes sistemas entram em stress t\u00e9rmico, atingindo o coletor solar a temperatura de estagna\u00e7\u00e3o. Quando esta situa\u00e7\u00e3o acontece, o sistema de bombagem do prim\u00e1rio para e como tal, existir\u00e1 um aumento da press\u00e3o e consequentemente a descarga do glicol do circuito prim\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Na manh\u00e3 seguinte, ap\u00f3s o arrefecimento noturno nos coletores, a bomba solar do circuito prim\u00e1rio ir\u00e1 arrancar, sem press\u00e3o no circuito prim\u00e1rio, levando a bomba a funcionar em \u201cseco\u201d, queimando as suas p\u00e1s.<\/p>\n\n\n\n<p>Poder-se-\u00e1 evitar danificar a bomba, no caso de exist\u00eancia de um pressostato de m\u00ednima. Contudo, o sistema n\u00e3o arrancar\u00e1 e n\u00e3o dissipar\u00e1 a energia proveniente dos coletores solares, levando ao seu sobreaquecimento, danificando-os.<\/p>\n\n\n\n<p>Em diversas situa\u00e7\u00f5es, estes problemas de projeto\/instala\u00e7\u00e3o, colocam em causa a credibilidade dos sistemas solares t\u00e9rmicos, reduzindo assim a confian\u00e7a dos seus potenciais utilizadores.<\/p>\n\n\n\n<p>Torna-se assim necess\u00e1rio, continuar a apostar na forma\u00e7\u00e3o e sensibiliza\u00e7\u00e3o de todos os t\u00e9cnicos, para uma melhor instala\u00e7\u00e3o, manuten\u00e7\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o de todos os sistemas solares.<\/p>\n\n\n\n<h4><strong>Conclus\u00f5es<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Portugal \u00e9 um pa\u00eds privilegiado, no que concerne \u00e0s condi\u00e7\u00f5es climat\u00e9ricas, comparativamente a outros pa\u00edses da Europa, conseguindo bons indicadores relativamente \u00e0 radia\u00e7\u00e3o solar existente.<\/p>\n\n\n\n<p>Deste modo, o nosso pa\u00eds consegue ser um excelente produtor de energia t\u00e9rmica renov\u00e1vel, recorrendo a sistema solares t\u00e9rmicos.<\/p>\n\n\n\n<p>A utiliza\u00e7\u00e3o destes sistemas \u00e9 bastante diversificada, podendo ser aplicado em tipologias diversas, como Lar de Idosos, Escolas, Hot\u00e9is ou at\u00e9 mesmo em algumas unidades industriais.<\/p>\n\n\n\n<p>Para estes sistemas solares t\u00e9rmicos, temos de ter em conta o perfil de consumo ajustado \u00e0 realidade na fase de projeto e prever se necess\u00e1rio, sistema de dissipa\u00e7\u00e3o para se evitar temperaturas de estagna\u00e7\u00e3o e consequentemente paragens dos sistemas solares t\u00e9rmicos.<\/p>\n\n\n\n<p>Por \u00faltimo, a manuten\u00e7\u00e3o torna-se uma \u00e1rea preponderante para garantir a produ\u00e7\u00e3o de energia t\u00e9rmica dos sistemas e garantir assim a credibilidade de todo o sistema.<\/p>\n\n\n\n<p>O IEP realiza Auditorias e diagn\u00f3sticos Energ\u00e9ticos e elabora de Planos de Racionaliza\u00e7\u00e3o de Energia.<\/p>\n\n\n\n<p>Na sua realiza\u00e7\u00e3o faz a avalia\u00e7\u00e3o dos consumos energ\u00e9ticos e identifica as formas de levar a cabo poss\u00edveis redu\u00e7\u00f5es, elementos fundamentais para a apresenta\u00e7\u00e3o dos respetivos planos de redu\u00e7\u00e3o e otimiza\u00e7\u00e3o de consumos energ\u00e9ticos (planos de racionaliza\u00e7\u00e3o de energia).com impacto direto nos custos energ\u00e9ticos das organiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Contacte-nos: info@iep.pt ou 229 570&nbsp;000.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dadas as condi\u00e7\u00f5es atmosf\u00e9ricas em Portugal, nomeadamente o n\u00famero de horas de radia\u00e7\u00e3o solar, comparativamente a outros pa\u00edses da Europa, verificamos que o nosso pa\u00eds, se encontra numa posi\u00e7\u00e3o privilegiada, &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"ast-button\" href=\"https:\/\/www.iep.pt\/es\/solar-termico-em-portugal\/\"> <span class=\"screen-reader-text\">Solar T\u00e9rmico em Portugal<\/span> Descubra mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":13923,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"spay_email":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_is_tweetstorm":false,"jetpack_publicize_feature_enabled":true},"categories":[],"tags":[],"acf":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.iep.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Solar-Termico.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.iep.pt\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12993"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.iep.pt\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.iep.pt\/es\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.iep.pt\/es\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.iep.pt\/es\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12993"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.iep.pt\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12993\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.iep.pt\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media\/13923"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.iep.pt\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12993"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.iep.pt\/es\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12993"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.iep.pt\/es\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12993"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}