{"id":13099,"date":"2021-08-23T09:19:55","date_gmt":"2021-08-23T09:19:55","guid":{"rendered":"https:\/\/www.iep.pt\/solar-termico-uma-oportunidade-para-portugal\/"},"modified":"2021-08-23T09:19:55","modified_gmt":"2021-08-23T09:19:55","slug":"solar-termico-uma-oportunidade-para-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.iep.pt\/es\/solar-termico-uma-oportunidade-para-portugal\/","title":{"rendered":"Solar T\u00e9rmico. Uma oportunidade para Portugal"},"content":{"rendered":"<p>Os desafios di\u00e1rios com que nos deparamos atualmente no que concerne \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de energia e defesa do meio ambiente, pressiona-nos a sermos cada vez mais eficientes na utiliza\u00e7\u00e3o da energia e a encontrar alternativas \u00e0 produ\u00e7\u00e3o da mesma.<\/p>\n<p>Tendo em conta todos os desafios ambientais, existe a necessidade de produzir energia t\u00e9rmica, recorrendo a fontes renov\u00e1veis, nomeadamente utilizando sistemas solares t\u00e9rmicos.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-11642\" src=\"https:\/\/www.iep.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Solar-Termico.-Uma-oportunidade-para-Portugal-min-300x246.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"246\" srcset=\"https:\/\/www.iep.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Solar-Termico.-Uma-oportunidade-para-Portugal-min-300x246.png 300w, https:\/\/www.iep.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Solar-Termico.-Uma-oportunidade-para-Portugal-min.png 459w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>Figura 1: Mapa de irradia\u00e7\u00e3o solar \u2013 Fonte PVGIS (JRC-PVGIS, 2012)<\/p>\n<p>Se analisarmos o mapa de Radia\u00e7\u00e3o Solar na Europa (kWh\/m2), verifica-se que Portugal se apresenta como um dos pa\u00edses com maior disponibilidade de recurso solar. Deste modo, torna-se urgente incentivar ainda mais a implementa\u00e7\u00e3o de tecnologias de produ\u00e7\u00e3o de energia t\u00e9rmica recorrendo \u00e0 energia solar.<\/p>\n<p>Se tivermos em considera\u00e7\u00e3o os custos de energia prim\u00e1ria para a produ\u00e7\u00e3o desta energia t\u00e9rmica e, associado a isto, as condi\u00e7\u00f5es anuais de radia\u00e7\u00e3o solar privilegiada que existem em Portugal, conclu\u00edmos que o solar t\u00e9rmico \u00e9 uma alternativa vi\u00e1vel na produ\u00e7\u00e3o de energia t\u00e9rmica renov\u00e1vel.<\/p>\n<p>O desenvolvimento de instala\u00e7\u00f5es de sistemas solares t\u00e9rmicos de baixa temperatura tem tido, ao longo dos anos, uma evolu\u00e7\u00e3o crescente, demonstrando assim a viabilidade destes sistemas num pa\u00eds como Portugal. O crescimento tornou-se mais acentuado, como demonstrado por exemplo nos anos 2009 e 2010, devido aos incentivos financeiros disponibilizados para a instala\u00e7\u00e3o de energias renov\u00e1veis.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-11644\" src=\"https:\/\/www.iep.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Evolucao-da-capacidade-instalada-min-300x160.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"160\" srcset=\"https:\/\/www.iep.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Evolucao-da-capacidade-instalada-min-300x160.png 300w, https:\/\/www.iep.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Evolucao-da-capacidade-instalada-min.png 385w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>Figura 2: Evolu\u00e7\u00e3o da Capacidade Instalada [fonte: APISOLAR 2015]<\/p>\n<p>Estes sistemas de produ\u00e7\u00e3o de energia t\u00e9rmica t\u00eam diversas \u00e1reas de aplica\u00e7\u00e3o, nomeadamente no sector: industrial, residencial e edif\u00edcios p\u00fablicos, tais como piscinas municipais e escolas. De notar que os sistemas solares t\u00e9rmicos se adequam a estas tipologias, devido aos elevados consumos de \u00e1gua quente associados a esse tipo de infraestruturas.<\/p>\n<p>No sector industrial, aquando da realiza\u00e7\u00e3o de Auditoria Energ\u00e9tica e elabora\u00e7\u00e3o dos respetivos Planos de Racionaliza\u00e7\u00e3o de Energia (PREn), verificam-se diversas situa\u00e7\u00f5es, em que a produ\u00e7\u00e3o de energia t\u00e9rmica se torna vi\u00e1vel com per\u00edodos de amortiza\u00e7\u00e3o perfeitamente aceit\u00e1veis. Um exemplo disso \u00e9 a utiliza\u00e7\u00e3o deste tipo de sistemas para o aquecimento de \u00e1gua de processo produtivo, existindo a necessidade de acumula\u00e7\u00e3o de \u00e1gua por exemplo a 60\u00baC. Verifica-se que a instala\u00e7\u00e3o de um sistema solar t\u00e9rmico, fornece um contributo energ\u00e9tico razo\u00e1vel para o pr\u00e9-aquecimento desta \u00e1gua, contribuindo assim para uma redu\u00e7\u00e3o dos custos operacionais, e consequentemente para que as empresas sejam mais competitivas. Estas centrais solares t\u00e9rmicas, dependendo da ind\u00fastria em quest\u00e3o, conseguir\u00e3o colmatar at\u00e9 35% das necessidades de produ\u00e7\u00e3o de energia t\u00e9rmica, com um retorno do investimento em aproximadamente 8 anos.<\/p>\n<p>Por \u00faltimo, a incorpora\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica por via destes sistemas, no \u00e2mbito de uma unidade industrial abrangida pelo SGCIE, contribui para atingir as metas estabelecidas nos Planos de Racionaliza\u00e7\u00e3o de Energia (PREn).<\/p>\n<p>Para a produ\u00e7\u00e3o de \u00c1gua Quente Sanit\u00e1ria (AQS) e \u00e1gua quente para climatiza\u00e7\u00e3o, relativamente a tipologias de im\u00f3veis tais como Lares de Idosos, Hot\u00e9is, Hospitais e Escolas, face aos seus perfis de consumo, verifica-se que os sistemas solares t\u00e9rmicos, apresentam um grande contributo energ\u00e9tico. Esse contributo melhorar\u00e1 naturalmente a estrutura de custos mensais dessas entidades consumidoras, n\u00e3o descartando os excelentes per\u00edodos de retorno de investimento que normalmente se conseguem apresentar.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>Custo de manuten\u00e7\u00e3o comparativamente ao custo da instala\u00e7\u00e3o e da poupan\u00e7a gerada<\/strong><\/p>\n<p>Para se garantir o bom funcionamento dos sistemas solares t\u00e9rmicos \u00e9 fundamental que se realize de forma sistematizada a manuten\u00e7\u00e3o destes sistemas.<\/p>\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio ter em conta que a manuten\u00e7\u00e3o n\u00e3o poder\u00e1 ser considerada um custo, mas dever\u00e1 ser vista como uma garantia de produ\u00e7\u00e3o das centrais.<\/p>\n<p>Sem considerar a manuten\u00e7\u00e3o corretiva uma vez que esta \u00e9 bastante imprevis\u00edvel para quantificar, no que toca a manuten\u00e7\u00e3o preventiva, esta poder\u00e1 apresentar um custo anual pr\u00f3ximo dos 6% face ao investimento realizado. Salienta-se que este valor \u00e9 um valor m\u00e9dio, uma vez que este varia de acordo com a dimens\u00e3o da central t\u00e9rmica.<\/p>\n<p>Durante a fase de opera\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o, verifica-se em Auditorias Energ\u00e9ticas aquando da avalia\u00e7\u00e3o ao funcionamento dos sistemas produtores de energia t\u00e9rmica, que existem por vezes falhas na manuten\u00e7\u00e3o e opera\u00e7\u00e3o dos sistemas, nomeadamente na dissipa\u00e7\u00e3o nos meses de n\u00e3o consumo. Por exemplo, quando se analisa uma Escola, para os meses de Julho e Agosto, dever\u00e3o existir equipamentos capazes de dissipar a energia produzida (dissipadores de calor), ou capazes de redirecionar a produ\u00e7\u00e3o de energia t\u00e9rmica para ser dissipada em tanques de piscinas interiores, por exemplo.<\/p>\n<p>No caso de n\u00e3o existir forma de dissipar a energia produzida, estes sistemas entram em <em>stress<\/em> t\u00e9rmico, atingindo o coletor solar a temperatura de estagna\u00e7\u00e3o. Quando esta situa\u00e7\u00e3o acontece, o sistema de bombagem do prim\u00e1rio fica inativo e como tal, existir\u00e1 um aumento da press\u00e3o e consequentemente a descarga do glicol do circuito prim\u00e1rio.<\/p>\n<p>Na manh\u00e3 seguinte, ap\u00f3s o arrefecimento noturno nos coletores, a bomba solar do circuito prim\u00e1rio ir\u00e1 arrancar, sem press\u00e3o no circuito prim\u00e1rio, levando a bomba a funcionar em \u201cseco\u201d, queimando as suas p\u00e1s.<\/p>\n<p>Poder-se-\u00e1 evitar danificar a bomba, no caso de exist\u00eancia de um pressostato de m\u00ednima. Contudo, o sistema n\u00e3o arrancar\u00e1 e n\u00e3o dissipar\u00e1 a energia proveniente dos coletores solares, levando ao seu sobreaquecimento, danificando-os.<\/p>\n<p>Em diversas situa\u00e7\u00f5es, estes problemas de projeto\/instala\u00e7\u00e3o, colocam em causa a credibilidade dos sistemas solares t\u00e9rmicos, reduzindo assim a confian\u00e7a dos seus potenciais utilizadores.<\/p>\n<p>Torna-se assim necess\u00e1rio, continuar a apostar na forma\u00e7\u00e3o e sensibiliza\u00e7\u00e3o de todos os t\u00e9cnicos, para uma melhor instala\u00e7\u00e3o, manuten\u00e7\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o de todos os sistemas solares.<\/p>\n<table width=\"633\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"303\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-11646\" src=\"https:\/\/www.iep.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Esquema-Tipo-Circulacao-Forcada-min.png\" alt=\"\" width=\"274\" height=\"173\" \/><\/p>\n<p>Figura 3: Esquema Tipo Circula\u00e7\u00e3o For\u00e7ada<\/td>\n<td width=\"330\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-11648\" src=\"https:\/\/www.iep.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Colectores-Solares-Termicos-min.png\" alt=\"\" width=\"295\" height=\"172\" \/><\/p>\n<p>Figura 4: Colectores Solares T\u00e9rmicos<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><strong>Conclus\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>Portugal \u00e9 um pa\u00eds privilegiado, no que concerne \u00e0s condi\u00e7\u00f5es climat\u00e9ricas, comparativamente a outros pa\u00edses da Europa, conseguindo bons indicadores relativamente \u00e0 radia\u00e7\u00e3o solar existente.<\/p>\n<p>Deste modo, o nosso pa\u00eds consegue ser um excelente produtor de energia t\u00e9rmica renov\u00e1vel, recorrendo a sistema solares t\u00e9rmicos.<\/p>\n<p>As utiliza\u00e7\u00f5es destes sistemas s\u00e3o bastante diversificadas, podendo ser aplicado em tipologias diversas, como Lar de Idosos, Escolas, Hot\u00e9is, Hospitais ou at\u00e9 mesmo em algumas unidades industriais.<\/p>\n<p>Para estes sistemas solares t\u00e9rmicos, temos de ter em conta o perfil de consumo ajustado \u00e0 realidade na fase de projeto e prever se necess\u00e1rio, sistema de dissipa\u00e7\u00e3o para se evitar temperaturas de estagna\u00e7\u00e3o e consequentemente paragens dos sistemas solares t\u00e9rmicos.<\/p>\n<p>Por \u00faltimo, a manuten\u00e7\u00e3o torna-se uma \u00e1rea preponderante para garantir a produ\u00e7\u00e3o de energia t\u00e9rmica dos sistemas e garantir tamb\u00e9m a credibilidade dessas solu\u00e7\u00f5es face aos requisitos de mercado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os desafios di\u00e1rios com que nos deparamos atualmente no que concerne \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de energia e defesa do meio ambiente, pressiona-nos a sermos cada vez mais eficientes na utiliza\u00e7\u00e3o da &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"ast-button\" href=\"https:\/\/www.iep.pt\/es\/solar-termico-uma-oportunidade-para-portugal\/\"> <span class=\"screen-reader-text\">Solar T\u00e9rmico. 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