{"id":13234,"date":"2021-08-23T09:38:54","date_gmt":"2021-08-23T09:38:54","guid":{"rendered":"https:\/\/www.iep.pt\/calibracao-um-custo-com-retorno\/"},"modified":"2021-09-09T16:01:20","modified_gmt":"2021-09-09T16:01:20","slug":"calibracao-um-custo-com-retorno","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.iep.pt\/es\/calibracao-um-custo-com-retorno\/","title":{"rendered":"Calibra\u00e7\u00e3o: um custo com retorno"},"content":{"rendered":"\n<p>Por Paulo Cabral, Respons\u00e1vel pelo Gabinete de Rela\u00e7\u00f5es Institucionais do IEP<\/p>\n\n\n\n<p>Todos os t\u00e9cnicos que trabalham com equipamentos de medi\u00e7\u00e3o mais cedo ou mais tarde acabam por ser confrontados com uma pergunta sacramental: \u201cE esse equipamento est\u00e1 calibrado?\u201d. No presente artigo procura explicar-se por que raz\u00e3o surge essa pergunta, e de que forma lhe podemos responder.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>MEDI\u00c7\u00c3O E MEDIDA<\/strong><br>Comecemos por nos questionar para que serve um equipamento de medi\u00e7\u00e3o, qualquer que ele seja. Sabemos que um volt\u00edmetro nos permite conhecer a tens\u00e3o de um circuito el\u00e9ctrico; que um term\u00f3metro nos ajuda a saber a temperatura de uma m\u00e1quina; que usamos uma fita&nbsp; m\u00e9trica para medir alturas, larguras e dist\u00e2ncias; que com um lux\u00edmetro ficamos a saber se a ilumina\u00e7\u00e3o de um local \u00e9 suficiente para o fim a que se destina; etc. Todos esses instrumentos de medi\u00e7\u00e3o (volt\u00edmetro, term\u00f3metro, fita m\u00e9trica, lux\u00edmetro, entre muitos outros) t\u00eam algo em comum: o conhecimento que nos d\u00e3o sobre o mundo que nos rodeia, conferindo-nos a capacidade de tomar decis\u00f5es adequadas e&nbsp; tecnicamente fundamentadas.<br>Podemos assim afirmar que medir \u00e9 saber.<br>A palavra medi\u00e7\u00e3o designa o acto de medir. Chama-se medida ao resultado da medi\u00e7\u00e3o. Utiliza-se tamb\u00e9m o termo unidade de medida para nos referirmos \u00e0 grandeza com a qual comparamos outra grandeza (do mesmo tipo) para a exprimir sob a forma de um valor num\u00e9rico (por exemplo, em \u201c230 V, 50 Hz, 16 A\u201d s\u00e3o utilizadas tr\u00eas unidades de medida: Volt, Hertz e Ampere, respectivamente).<br>Para que o nosso conhecimento seja correcto e assim possamos tomar decis\u00f5es adequadas, \u00e9 essencial que a informa\u00e7\u00e3o que nos chega seja rigorosa. Ora, os equipamentos de medi\u00e7\u00e3o s\u00e3o produtos mais ou menos complexos e s\u00e3o constitu\u00eddos por numerosos componentes, cada um dos quais est\u00e1 sujeito \u00e0 variabilidade inevit\u00e1vel de todos os dispositivos f\u00edsicos. Est\u00e3o sujeitos a utiliza\u00e7\u00e3o em condi\u00e7\u00f5es que muitas vezes est\u00e3o longe de ser as ideais (por exemplo em locais que tanto podem estar a temperaturas muito altas como muito baixas, com poeiras, com humidade, etc). Sofrem quedas no transporte e sobrecargas durante o seu uso. Sabemos tamb\u00e9m que a passagem do tempo exerce a sua ac\u00e7\u00e3o inexor\u00e1vel sobre qualquer objecto. \u00c9 por isso f\u00e1cil de perceber que qualquer equipamento de medi\u00e7\u00e3o pode apresentar erros que comprometem a sua adequada utiliza\u00e7\u00e3o. Mesmo que o equipamento seja novo (e at\u00e9 mesmo de alguma marca muito reputada), o erro estar\u00e1 sempre presente nas medi\u00e7\u00f5es que com ele efectuarmos. N\u00e3o \u00e9 por isso exagero dizer tamb\u00e9m que medir \u00e9 errar.<br>Se o erro da medi\u00e7\u00e3o for demasiado elevado, e tendo em conta que h\u00e1 decis\u00f5es importantes que s\u00e3o tomadas em fun\u00e7\u00e3o dos resultados obtidos nas medi\u00e7\u00f5es, as consequ\u00eancias desse erro podem ser muito s\u00e9rias: por exemplo, aprovar uma m\u00e1quina que apresenta defici\u00eancias graves (com impactos negativos para os utilizadores dessa m\u00e1quina e em consequ\u00eancia disso com preju\u00edzos para a empresa), ou reprovar uma outra que na verdade cumpre os respectivos requisitos (com \u00f3bvios preju\u00edzos para o seu fabricante).<br>Os custos de uma m\u00e1 decis\u00e3o (baseada em medi\u00e7\u00f5es erradas) podem ser muito elevados, ou mesmo incomport\u00e1veis para a empresa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>CALIBRA\u00c7\u00c3O E VERIFICA\u00c7\u00c3O<\/strong><br>Sendo assim, da mesma forma que um elevador ou um ve\u00edculo autom\u00f3vel devem ser periodicamente sujeitos a inspec\u00e7\u00f5es que avaliam a sua seguran\u00e7a, tamb\u00e9m um equipamento de medi\u00e7\u00e3o deve ser regularmente objecto de uma opera\u00e7\u00e3o que tem por objetivo avaliar se as suas caracter\u00edsticas metrol\u00f3gicas se mant\u00eam dentro dos limites estabelecidos. Essa opera\u00e7\u00e3o designa-se por calibra\u00e7\u00e3o. Em fun\u00e7\u00e3o dos resultados assim obtidos, devem ser tomadas decis\u00f5es relativas \u00e0 continua\u00e7\u00e3o em servi\u00e7o do equipamento.<br>A necessidade de efetuar a calibra\u00e7\u00e3o dos equipamentos pode surgir da iniciativa do pr\u00f3prio utilizador, que se quer assegurar de que est\u00e1 a medir correctamente, ou ser uma exig\u00eancia de terceiros, como sejam clientes, organismos oficiais ou entidades certificadoras.<br>Comecemos por ver algumas defini\u00e7\u00f5es importantes neste contexto. Para isso, vamos socorrer-nos do Vocabul\u00e1rio Internacional de Metrologia (VIM), que \u00e9 o documento oficial nesta mat\u00e9ria. Segundo o VIM (defini\u00e7\u00e3o 2.39), calibra\u00e7\u00e3o \u00e9 a \u201cOpera\u00e7\u00e3o que estabelece, sob condi\u00e7\u00f5es especificadas, num primeiro passo, uma rela\u00e7\u00e3o entre os valores e as incertezas de medi\u00e7\u00e3o fornecidos por padr\u00f5es e as indica\u00e7\u00f5es correspondentes com as incertezas associadas; num segundo passo, utiliza esta informa\u00e7\u00e3o para estabelecer uma rela\u00e7\u00e3o visando a obten\u00e7\u00e3o dum resultado de medi\u00e7\u00e3o a partir duma indica\u00e7\u00e3o\u201d.<br>Nesta defini\u00e7\u00e3o surge o conceito de incerteza de medi\u00e7\u00e3o, que segundo o mesmo VIM (2.26) \u00e9 o \u201cPar\u00e2metro n\u00e3o negativo que caracteriza a dispers\u00e3o dos valores atribu\u00eddos a uma mensuranda, com base nas informa\u00e7\u00f5es utilizadas.\u201d<br>\u00c9 importante perceber que incerteza e erro s\u00e3o conceitos muito diferentes. O erro \u00e9 a diferen\u00e7a entre o valor indicado pelo equipamento e o valor que ele est\u00e1 efectivamente a medir, ao passo que a incerteza \u00e9 a \u201cmargem de d\u00favida\u201d em torno do resultado obtido.<br>Como se percebe da defini\u00e7\u00e3o, a calibra\u00e7\u00e3o s\u00f3 por si n\u00e3o assegura que o equipamento est\u00e1 a medir correctamente, pois apenas determina os seus erros (\u201crela\u00e7\u00e3o entre os valores [\u2026] fornecidos por padr\u00f5es e as indica\u00e7\u00f5es correspondentes [do equipamento]\u201d). A an\u00e1lise dos erros obtidos e as decis\u00f5es que decorrem dessa an\u00e1lise fazem parte do que se designa por confirma\u00e7\u00e3o metrol\u00f3gica, a qual est\u00e1 definida na norma internacional ISO 10012, que pretende ser um documento auxiliar para quem utiliza as normas de sistemas de gest\u00e3o da s\u00e9rie ISO 9000. Na citada norma ISO 10012, sec\u00e7\u00e3o 3.5, diz-se que a confirma\u00e7\u00e3o metrol\u00f3gica \u00e9 \u201cO conjunto de opera\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para assegurar a conformidade de um equipamento de medi\u00e7\u00e3o com os requisitos da utiliza\u00e7\u00e3o pretendida.\u201d<br>Na pr\u00e1tica, \u00e9 muito importante perceber a diferen\u00e7a entre os conceitos de calibra\u00e7\u00e3o e de confirma\u00e7\u00e3o metrol\u00f3gica. O mais habitual \u00e9 que a calibra\u00e7\u00e3o seja feita por um laborat\u00f3rio acreditado, externo \u00e0 empresa. Cabe depois ao \u201cdono\u201d do equipamento a responsabilidade de analisar os resultados obtidos (apresentados num certificado de calibra\u00e7\u00e3o) e de tomar as decis\u00f5es adequadas no que se refere \u00e0 reposi\u00e7\u00e3o em servi\u00e7o desse equipamento. No caso de equipamentos novos, mesmo que de marcas bem conhecidas, \u00e9 importante verificar se j\u00e1 s\u00e3o fornecidos com certificados de calibra\u00e7\u00e3o v\u00e1lidos; n\u00e3o \u00e9 usual que o fornecedor entregue tais certificados, salvo se a calibra\u00e7\u00e3o for solicitada em simult\u00e2neo com a encomenda do equipamento, o que implica normalmente custos adicionais.<br>Refira-se ainda que para algumas categorias de equipamentos existem regras legais espec\u00edficas, enquadradas no que se designa por controlo metrol\u00f3gico, ou metrologia legal. Isso decorre das implica\u00e7\u00f5es que tais equipamentos t\u00eam para os cidad\u00e3os. Aplica-se em equipamentos utilizados em transa\u00e7\u00f5es comerciais, ou em \u00e2mbitos relacionados com a seguran\u00e7a ou com a prote\u00e7\u00e3o do ambiente. Alguns exemplos: balan\u00e7as de supermercado; parqu\u00edmetros; son\u00f3metros (para medi\u00e7\u00f5es de ru\u00eddo); radares e alcool\u00edmetros das pol\u00edcias; etc. Nestes casos, a opera\u00e7\u00e3o a efetuar aos equipamentos designa-se por verifica\u00e7\u00e3o. As regras a que as verifica\u00e7\u00f5es devem obedecer, bem como as entidades que as podem efetuar e as respetivas periodicidades, encontram-se definidas na legisla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>EXEMPLO PR\u00c1TICO<\/strong><br>A t\u00edtulo de exemplo, vejamos o caso de uma pin\u00e7a multim\u00e9trica de um modelo bastante comum no nosso mercado. Comecemos por analisar as suas especifica\u00e7\u00f5es, tal como s\u00e3o apresentadas pelo respetivo fabricante. O quadro seguinte apresenta um excerto dessas especifica\u00e7\u00f5es.<br>O que nos \u00e9 dito \u00e9 que podemos medir corrente alternada at\u00e9 600 A. Esta pin\u00e7a n\u00e3o dever\u00e1 ter um erro superior a \u00b1[2 % da leitura (em A) + 5 d\u00edgitos], se for utilizada \u00e0 frequ\u00eancia da rede (50 Hz) e num ambiente cuja temperatura esteja entre 18\u00b0C e 28\u00b0C.<br>A \u00faltima parcela, \u201c5 d\u00edgitos\u201d, causa frequentemente alguma confus\u00e3o aos utilizadores.<br>Isso significa apenas que se devem adicionar \u201c5 vezes a resolu\u00e7\u00e3o\u201d da leitura (isto \u00e9, o algarismo menos significativo que \u00e9 poss\u00edvel ler na escala em causa). No exemplo acima, a resolu\u00e7\u00e3o \u00e9 de 0,1 A, pelo que a parcela \u201c5 d\u00edgitos\u201d toma o valor absoluto de 5 X 0,1 A = 0,5 A. Este valor deve ser adicionado a qualquer leitura feita naquela escala. Esta parcela mostra um aspeto importante na utiliza\u00e7\u00e3o do equipamento, que \u00e9 o efeito da resolu\u00e7\u00e3o sobre o erro relativo (quociente entre o erro e a leitura, que \u00e9 habitualmente expresso em percentagem). De facto, para leituras inferiores a 25 A a contribui\u00e7\u00e3o dessa parcela para o erro relativo \u00e9 superior ao da primeira parcela, fazendo com que em vez dos cerca de 2% que pens\u00e1vamos ter possamos atingir erros relativos que s\u00e3o v\u00e1rias vezes superiores a esse. Tal aspecto deve levar-nos a procurar utilizar os equipamentos de forma a obter leituras o&nbsp;mais poss\u00edvel pr\u00f3ximas do final da escala.<br>Os gr\u00e1ficos seguintes ilustram o andamento dos erros, tanto em valor absoluto (A) como em valor relativo (%), ao longo da escala de 600 A que estamos a analisar.<br>O utilizador do equipamento dever\u00e1 estabelecer os seus pr\u00f3prios crit\u00e9rios de aceita\u00e7\u00e3o, definidos em fun\u00e7\u00e3o do uso que fizer do equipamento. Poder\u00e1 seguir as especifica\u00e7\u00f5es publicadas pelo fabricante, apenas uma parte delas (por exemplo, se no equipamento acima apenas utilizar algumas das suas fun\u00e7\u00f5es), ou mesmo definir crit\u00e9rios diferentes daqueles que s\u00e3o publicados pelo fabricante. Neste \u00faltimo caso h\u00e1 que ter o cuidado de verificar se os crit\u00e9rios de aceita\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00e3o inferiores aos que foram publicados pelo fabricante, pois nesse caso o equipamento dificilmente poder\u00e1 cumprir o que dele se espera.<br>O mais habitual (e porventura mais l\u00f3gico) \u00e9 utilizar as especifica\u00e7\u00f5es do fabricante, pelo menos nos primeiros anos de vida do equipamento. \u00c9 tamb\u00e9m essencial ter em conta eventuais requisitos legais, normativos ou contratuais que definam, directa ou indirectamente, quais os erros m\u00e1ximos admiss\u00edveis que os equipamentos poder\u00e3o apresentar.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img src=\"https:\/\/www.iep.pt\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/Artigo-Elevare-1024x553.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-8388\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img src=\"https:\/\/www.iep.pt\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/Artigo-Elevare1-1024x296.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-8389\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><strong>CERTIFICADOS DE CALIBRA\u00c7\u00c3O<\/strong><br>Suponhamos agora que envi\u00e1mos esta pin\u00e7a para calibra\u00e7\u00e3o. Vejamos ent\u00e3o como ser\u00e3o apresentados os resultados dessa calibra\u00e7\u00e3o no respectivo certificado, emitido por um laborat\u00f3rio acreditado (estatuto evidenciado pela aposi\u00e7\u00e3o do s\u00edmbolo \u201cAcredita\u00e7\u00e3o IPAC\u201d).<br>Ap\u00f3s receber de volta o equipamento, acompanhado pelo respetivo certificado de calibra\u00e7\u00e3o, \u00e9 necess\u00e1rio analisar os resultados e em consequ\u00eancia decidir o que fazer com o equipamento, procedendo-se assim \u00e0 tarefa de confirma\u00e7\u00e3o metrol\u00f3gica j\u00e1 mencionada.<br>H\u00e1 que verificar antes de mais se o pr\u00f3prio certificado satisfaz os requisitos formais que s\u00e3o exigidos aos laborat\u00f3rios acreditados (de acordo com a sec\u00e7\u00e3o 7.8 da Norma NP EN ISO\/IEC 17025:2018). Em seguida, deve ser feita uma an\u00e1lise t\u00e9cnica do certificado, o que nos vai permitir averiguar se a pin\u00e7a satisfaz, ou n\u00e3o, as suas especifica\u00e7\u00f5es. Para a escala que estamos a considerar no exemplo, verifica-se que para os v\u00e1rios pontos calibrados (60 A; 100 A; 550 A) o erro que a pin\u00e7a apresenta \u00e9 sempre inferior ao erro m\u00e1ximo admiss\u00edvel. Mesmo que nesta an\u00e1lise se inclua o efeito da incerteza (|Erro| + |Incerteza|), tal afirma\u00e7\u00e3o permanecer\u00e1 v\u00e1lida.<br>Feita esta an\u00e1lise, \u00e9 recomend\u00e1vel identificar o estado de calibra\u00e7\u00e3o do equipamento, apondo-lhe uma etiqueta que evidencie as datas da \u00faltima e da pr\u00f3xima calibra\u00e7\u00f5es, qual \u00e9 a entidade calibradora, bem como outras indica\u00e7\u00f5es que forem de interesse para quem vai utilizar o equipamento (por exemplo, informa\u00e7\u00e3o de alguma escala que esteja com problemas e que n\u00e3o deva ser utilizada).<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img src=\"https:\/\/www.iep.pt\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/Artigo-Elevare2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-8390\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><br><strong>PRAZOS DE CALIBRA\u00c7\u00c3O<\/strong><br>Uma vez conclu\u00eddo o processo de confirma\u00e7\u00e3o metrol\u00f3gica (calibra\u00e7\u00e3o e subsequentes an\u00e1lise e decis\u00e3o), o equipamento \u00e9 reposto em uso, at\u00e9 \u00e0 sua pr\u00f3xima calibra\u00e7\u00e3o. Uma quest\u00e3o que surge com frequ\u00eancia nesta fase \u00e9: \u201cDe quanto em quanto tempo devo calibrar o equipamento?\u201d. N\u00e3o existe uma resposta \u00fanica a esta pergunta. Na defini\u00e7\u00e3o dos prazos de calibra\u00e7\u00e3o dever\u00e3o ter-se em conta aspectos tais como a frequ\u00eancia e a severidade de utiliza\u00e7\u00e3o, o tipo de equipamento em causa, o desgaste que apresenta, as derivas esperadas tendo em conta o hist\u00f3rico das calibra\u00e7\u00f5es anteriores, e ainda as recomenda\u00e7\u00f5es do fabricante desse equipamento.<br>Note-se que \u00e9 usual os fabricantes apresentarem as especifica\u00e7\u00f5es dos equipamentos para o prazo de 1 ano ap\u00f3s a calibra\u00e7\u00e3o, o que significa que ap\u00f3s esse per\u00edodo n\u00e3o se disp\u00f5e de elementos seguros para prever o seu comportamento. S\u00e3o tamb\u00e9m de ter em conta as eventuais consequ\u00eancias de n\u00e3o calibrar o equipamento dentro do per\u00edodo coberto pelas suas especifica\u00e7\u00f5es, com todas as implica\u00e7\u00f5es que da\u00ed poder\u00e3o resultar para a empresa, como por exemplo aceitar indevidamente m\u00e1quinas n\u00e3o-conformes (e que deviam por isso ser rejeitadas), ou reprovar instala\u00e7\u00f5es que est\u00e3o conformes.<br>Na falta de outras orienta\u00e7\u00f5es vinculativas \u00e9 por isso usual estabelecer-se um prazo inicial de 1 ano, o qual poder\u00e1 ser posteriormente ajustado em fun\u00e7\u00e3o dos resultados encontrados nas sucessivas calibra\u00e7\u00f5es a que o equipamento for submetido.<br>Excluem-se, naturalmente, desta an\u00e1lise os instrumentos de medi\u00e7\u00e3o abrangidos pelas disposi\u00e7\u00f5es do controlo metrol\u00f3gico legal, conforme anteriormente se referiu. Nestes casos os prazos s\u00e3o fixados na legisla\u00e7\u00e3o respectiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Artigo redigido de acordo com a antiga ortografia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Paulo Cabral, Respons\u00e1vel pelo Gabinete de Rela\u00e7\u00f5es Institucionais do IEP Todos os t\u00e9cnicos que trabalham com equipamentos de medi\u00e7\u00e3o mais cedo ou mais tarde acabam por ser confrontados com &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"ast-button\" href=\"https:\/\/www.iep.pt\/es\/calibracao-um-custo-com-retorno\/\"> <span class=\"screen-reader-text\">Calibra\u00e7\u00e3o: um custo com retorno<\/span> Descubra mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":13733,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"spay_email":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_is_tweetstorm":false,"jetpack_publicize_feature_enabled":true},"categories":[],"tags":[],"acf":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.iep.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Copia-de-Copia-de-Copia-de-Copia-de-Adicionar-um-subtitulo-2.png","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.iep.pt\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13234"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.iep.pt\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.iep.pt\/es\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.iep.pt\/es\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.iep.pt\/es\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13234"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.iep.pt\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13234\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.iep.pt\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media\/13733"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.iep.pt\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13234"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.iep.pt\/es\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13234"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.iep.pt\/es\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13234"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}