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13 Dezembro, 2018 por IEP

A gestão técnica das Unidades Hoteleiras

Em artigo publicado na revista “O Instalador” de Novembro escrevemos sobre “A gestão técnica das Unidades Hoteleiras”:

Numa altura em que o alojamento em Portugal é uma das parangonas da comunicação social no nosso país, os números apresentados pela Deloitte na 13ª edição do Atlas da hotelaria espelham um mercado altamente competitivo. Vejamos: só em 2017 surgiram 48 novos empreendimentos turísticos e mais de 3.350 unidades de alojamento e estão previstas mais 49 novas unidades para 2018.

Como se compreende, num ambiente de tanta competitividade, os custos assumem um papel fundamental na hotelaria.

O IEP ao efetuar serviços de due diligence na manutenção das infraestruturas hoteleiras verifica que em média, cerca de 60% dos custos operacionais destas unidades são aplicados na manutenção.

A nossa experiência permite-nos concluir que estes custos diminuem quando há um investimento maior em manutenção preventiva, e isto acontece porque, por um lado se prolonga a vida útil dos equipamentos e infraestruturas reduzindo a despesa, e por outro porque quando o hotel tem uma gestão das infraestruturas eficiente, torna-se um fator com impacto direto no conforto dos clientes e influencia diretamente a satisfação dos hóspedes.

Assim, os custos em manutenção preventiva deveriam ser vistos como um investimento e não como uma despesa como tantas vezes é feito.

A época baixa é a altura certa para a realização deste tipo de manutenção. As épocas com uma menor taxa de ocupação permitem a execução de trabalhos de manutenção sem impacto no normal funcionamento dos hotéis. Este é o timing perfeito para a medição da qualidade do ar interior, a incomodidade acústica, o conforto térmico, a iluminância, etc. e também para a inspeção de instalações elétricas, de gás, telecomunicações, elevadores e outros.

A época baixa poderá também ser utilizada para uma aposta na formação do pessoal que potencia a fidelização deste (essencial dada a falta de efetivos!) e a excelência no atendimento ao cliente.

Outra questão que nos nossos dias é incontornável é a eficiência energética. Esta reflete-se em duas vertentes: a redução da pegada ecológica que tem forçosamente que ser uma preocupação geral e mais uma vez a redução dos custos da unidade hoteleira. Quando, no IEP, realizamos a certificação energética de qualquer infraestrutura, seja ela hoteleira, ou não, a eficiência energética poderá levar a reduções consideráveis, e muitas vezes sem grandes investimentos, um pequeno conjunto de práticas e medidas poderão levar a reduções relevantes.

Um exemplo flagrante que podemos apresentar é a deteção de perdas de isolamento, fugas de vapor, corrosão e perdas de secção nas condutas de geração e transporte de vapor, que pode ser detetado em instantes, através do recurso à tecnologia de termografia. O mesmo acontece nas instalações elétricas, a termografia permite-nos detetar instantaneamente situações de sobrecarga ou maus apertos, por exemplo.

Resumindo, uma manutenção preventiva eficiente e uma gestão energética afinada poderão permitir uma redução nos custos das unidades hoteleiras potenciando a sua saúde financeira.

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